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"você consegue ser mais bonito que qualquer fim de tarde num emaranhado de fios,
que um pôr-do-sol em frente ao mar.
põe no bolso as curvas de Niemeyer,
a complexidade da ciência,
o calor do rio de janeiro,
a incompreensão da religião.
os poetas se suicidariam se ousassem te olhar por mais de um minuto.
fatal:
teus olhos esverdeados;
quase que um convite a pular.
tua ternura desafia as leis da física, as fórmulas matemáticas, os pensamentos dos grandes filósofos.
a estranha mania de não caber em nada que te rotula, te rouba.
abstrai os anéis de Saturno, o brilho dos raios, os buracos da lua, as falhas na camada de ozônio.
é tudo seu.
você consegue ser tão indecifrável quanto você mesmo;
não tem fim.
é quase tão escuro quanto uma noite de luar,
quase tão claro quanto um riacho no meio da floresta;
a dualidade insiste em habitar teu corpo.
você põe a prova a química,
Leminski deveria ter um poema com o seu nome,
você é toda uma literatura abstrata na imensidão do existir.
insiste em segurar esse cigarro entre os dedos,
mesmo quando o mundo inteiro deseja te
assoprar.
por medo de perder o comando das coisas,
de tudo.
o universo é infalível, baby.
se o amor tivesse alguma voz, seria a sua;
se tivesse algum cheiro, o seu;
se tivesse como ser explicado, seria na tua dualidade,
na impressão que eu tenho que em cada vez que eu penso em algo que não seja você,
a maré muda,
muda o destinatário.
você é mais bonito que todos os planetas,
mais instigante que todos os rostos que já vi,
mais perdido que eu numa crise existencial,
e se encontra mais longe do que todas as
galáxias.
se eu pudesse sussurrar algo, seriam os seus olhos.
como se sussurra os olhos de alguém?
eu não sei.
(eu te amo)
pela sua fraqueza absurda,
pela sua força absoluta,
por todas as esquinas que formam
você.
amo até mesmo o vento que beija o seu rosto,
o trinco que toca os seus dedos quando você abre as portas.
eu te amo.
cada milímetro,
não existe exceção.
e você nem sequer tem nome." - "blues", Tatiele.  (via capitule)
"

Quem sou eu para falar de amor
Se o amor me consumiu até a espinha
Dos meus beijos que falar
Dos desejos de queimar
E dos beijos que apagaram os desejos que eu tinha

Quem sou eu para falar de amor
Se de tanto me entregar nunca fui minha
O amor jamais foi meu
O amor me conheceu
Se esfregou na minha vida
E me deixou assim

Homens, eu nem fiz a soma
De quantos rolaram no meu camarim
Bocas chegavam a Roma passando por mim
Ela de braços abertos
Fazendo promessas
Meus deuses, enfim!
Eles gozando depressa
E cheirando a gim
Eles querendo na hora
Por dentro, por fora
Por cima e por trás
Juro por Deus, de pés juntos
Que nunca mais

" - Chico Buarque.   (via brecho-de-flores)
"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outros amores. E outras pessoas. E outras coisas." - Caio Fernando Abreu (via procenio)
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